Foto: Rubens Chiri/ saopaulofc
Ao longo da história, São Paulo x Portuguesa se enfrentaram 249 vezes, com os registros apontando 122 vitórias são-paulinas e 64 vitórias lusas, além de 64 empates. Foram 423 gols marcados pelos tricolores e 281 pelos rivais.
Pelo Campeonato Paulista, a preponderância do São Paulo se mantém: dos 155 jogos, 78 findaram em vitórias do clube, contra 32 portuguesas e 45 empates (266 gols a 162). Neste histórico, o Tricolor ainda apresenta duas decisões de títulos contra a Lusa, ambas vencidas pelo time do Morumbi, no Morumbi:
Em 1975, o São Paulo venceu o primeiro jogo das finais por 1 a 0, gol de Pedro Rocha, e perdeu o segundo pelo mesmo placar. Nos pênaltis, o Tricolor levou a melhor, graças a espetacular atuação de Waldir Peres, e venceu por 3 a 0.
Dez anos depois, em pretendida revanche, a Lusa voltou a se impor ao São Paulo na final do Estadual, mas não houve jeito. No primeiro jogo, o Tricolor venceu por 3 a 1, com gols de Darío Pereyra e Careca (2), e no derradeiro (foto acima), nova vitória são-paulina, desta vez por 2 a 1 e com gols marcados por Sídnei e Müller.
RELAÇÃO ANTIGA
O primeiro jogo entre os dois times, em toda a história, foi ainda em 1930, pouco após a fundação do São Paulo. No dia 6 de abril daquele ano, na Chácara da Floresta, São Paulo e Portuguesa empataram por 1 a 1, gol de Seixas. Dali, até 1938, o Tricolor permaneceu 14 jogos invictos contra a equipe lusa, vindo a perder a invencibilidade apenas no 15º confronto, no dia 27 de janeiro de 1938, no Parque Antárctica, por 1 a 0.
O maior período de paridade contra a Portuguesa, porém, foi nos anos 1970. De 11 de julho de 1973 a 27 de julho de 1975, os times se enfrentaram dez vezes e houve, incríveis, dez empates! Maior número de empates seguidos da história do São Paulo contra algum adversário.

O jogo mais peculiar, todavia, foi o realizado em Belém (PA): um amistoso no Estádio Baenão em 13 de fevereiro de 1965. O São Paulo, armado por Vicente Feola com um time misto, empatou com a Lusa por 2 a 2, gols de Prado e Bellini. No mesmo dia, a outra metade do time, comandada por Jose Poy, disputou uma partida no ABC contra a equipe da Volkswagen e venceu por 4 a 3, com tentos anotados por Del Vecchio (2), Carlinhos e Zé Roberto. O motivo da jornada dupla em ambientes tão distantes? O Remo havia contratado o confronto por festividades locais e a Volkswagen pagou bem também…
A relação mais próxima e perene com o clube do Canindé, todavia, é justamente o terreno onde se ergue o estádio da Portuguesa. De 1942 a 1955, o São Paulo era o Tricolor do Canindé. Essa história começou com o clube assumindo o aluguel de uma propriedade e, depois, em 1944, com a compra desse terreno. A história perpassa, também, a incorporação de uma agremiação chamada Associação Alemã de Esportes.

Era no Canindé que o Rolo Compressor do Tricolor treinava e foi no Canindé que a maior equipe poliesportiva da história da entidade foi montada. Mas, enquanto propriedade são-paulina, o Canindé era pequeno e jamais comportou um estádio propriamente dito. O São Paulo nunca fez um jogo oficial no local, que em 1955 foi vendido à família Saddih e depois repassado a Portuguesa, que em 1956 inaugurou a primeira versão do estádio, então comumente chamado de Ilha da Madeira, por se encontrar em uma região alagadiça às margens do rio Tietê.
A partida de inauguração, por sinal, foi contra o Tricolor. Na realidade, contra um combinado São Paulo/Palmeiras, que perdeu por 3 a 2 para os novos donos da casa, com gols marcados por Dino (2).
Histórico Geral
249 jogos
122 vitórias do São Paulo
64 empates
64 vitórias da Portuguesa
NO MORUMBI
69 jogos
36 vitórias do São Paulo
17 empates
16 vitórias da Portuguesa
PELO PAULISTÃO
155 jogos
79 vitórias do São Paulo
45 empates
31 vitórias da Portuguesa